Planeta anão é um
corpo celeste muito semelhante a um
planeta, dado que orbita em volta do
Sol e possui
gravidade suficiente para assumir uma forma com equilíbrio hidrostático (aproximadamente esférica), porém não possui uma
órbita desempedida, orbitando com milhares de outros pequenos corpos celestes.
Ceres, que até meados do
século XIX era considerado um planeta principal, orbita numa região do sistema solar conhecida como
cinturão de asteróides. Por fim, nos confins do sistema solar, para além da órbita de Netuno, numa imensa região de corpos celestes gelados, encontram-se
Plutão e o recentemente descoberto
Éris. Até 2006, considerava-se, também, Plutão como um dos planetas principais. Hoje, Plutão,
Ceres,
Éris,
Makemake e
Haumea são considerados como "planetas anões".
AS LUAS E OS ANÉIS
Satélites naturais ou luas são objetos de dimensões consideráveis que orbitam os
planetas. Compreendem pequenos astros capturados da
cintura de asteróides, como as luas de Marte e dos planetas gasosos, até astros capturados da
cintura de Kuiper como o caso de
Tritão no caso de Neptuno ou até mesmo astros formados a partir do próprio planeta através do impacto de um protoplaneta, como o caso da Lua da Terra.
Os planetas gasosos têm pequenas partículas de pó e
gelo que os orbitam em enormes quantidades, são os chamados anéis planetários, os mais famosos são os anéis de
Saturno.
CORPOS MENORES
A classe de astros chamados "
corpos menores do sistema solar" inclui vários objetos diferenciados como são os
asteróides, os
transneptunianos, os
cometas e outros pequenos corpos.
Asteróides
Os asteróides são astros menores do que os planetas, normalmente em forma de batata, encontrando-se na maioria na órbita entre Marte e Júpiter e são compostos por partes significativas de minerais não-voláteis. A região em que orbitam é conhecida como
Cintura de Asteróides. Nela localiza-se também um planeta anão,
Ceres, que tem algumas características próprias de asteróide,
mas não é um asteróide. Estes são subdivididos em grupos e famílias de asteróides baseados em características orbitais específicas. Nota-se que existem luas de asteróides, que são asteróides que orbitam asteróides maiores, que, por vezes, são quase do mesmo tamanho do asteróide que orbitam.
Os
asteróides troianos estão localizados nos
pontos de Lagrange dos planetas, e orbitam o Sol na mesma órbita que um planeta, à frente e atrás deste.
As sementes das quais os planetas se originaram são chamadas de planetésimos: são corpos subplanetários que existiram durante os primeiros anos do sistema solar e que não existem no sistema solar recente. O nome é também usado por vezes para referir os asteróides e os cometas em geral ou para asteróides com menos de 10 km de diâmetro.
Centauros
Os
centauros são astros gelados semelhantes a cometas que têm órbitas menos excêntricas e que permanecem na região entre Júpiter e Netuno, mas são muito maiores que os cometas. O primeiro a ser descoberto foi
Quíron, que tem propriedades parecidas com as de um cometa e de um asteróide.
Transneptunianos
Os
transneptunianos são corpos celestes gelados cuja distância média ao Sol encontra-se para além da órbita de Neptuno, com órbitas superiores a 200 anos e são semelhantes aos centauros.
Pensa-se que os cometas de curto período sejam originários desta região. Os planetas anões
Plutão e
Éris encontram-se, também, nesta região.
O primeiro transnetuniano foi descoberto em 1992. No entanto, Plutão, que já era conhecido há quase um século, orbita nesta região do sistema solar.
Cometas
A maioria dos cometas tem três partes: 1. um
núcleo sólido ou centro; 2. uma
cabeleira, ou cabeça redonda que envolve o núcleo e consiste em partículas de poeira misturadas com água, metano e amoníaco congelados; e 3. uma longa
cauda de poeira e gases que escapam da cabeleira.
Os cometas são compostos largamente por gelos voláteis e com órbitas bastante excêntricas, geralmente com um periélio dentro das órbitas dos planetas interior e com afélio para além de Plutão. Cometas com pequenos períodos também existem; contudo, os cometas mais velhos que perderam todo o seu material volátil são categorizados como asteróides. Alguns cometas com órbitas hiperbólicas podem ter sido originados de fora do sistema solar.
De momento, os astros da
nuvem de Oort são hipotéticos e encontram-se em órbitas entre os 50 000 e os 100 000 UA, e pensa-se que esta região é a origem dos cometas de longo período.
O novo planetóide
Sedna com uma órbita bastante elíptica que se estende por cerca de 76 a 928 UA, não entra como é óbvio nesta categoria, mas os seus descobridores argumentam que deveria ser considerado parte da nuvem de Oort.
Meteoróides
Os meteoróides são astros com dimensão entre 50 metros até partículas tão pequenas como pó. Astros maiores que 50 metros são conhecidos como asteróides. Controversa continua a dimensão máxima de um asteróide e mínima de um planeta. Um meteoróide que atravesse a atmosfera da Terra passa a se denominar
meteoro; caso chegue ao solo, chama-se
meteorito.